REVIEW: O Diário da Madrasta ~ Fay Weldon

To read this review in English, please click here.

Nota para os leitores brasileiros do blog: sei que na sinopse diz rapariga. Não se assustem nem se ofendam quando me virem usar a palavra aqui no blog. Em Portugal significa o mesmo que moça ou menina. Sei que no Brasil (pelo menos na região onde morei) a palavra tem um significado diferente e ofensivo. Provavelmente já a usei em vários posts, mas nunca me lembrei de vos dizer isto! Peço desculpa (:


goodreads // wook // book depository (em inglês)



Sinopse: No outro dia, li os diários da minha filha. E deixem-me partilhar uma coisa convosco. Podem pensar que sabem o que se passa na vossa família. Mas, acreditem em mim, estão enganados.

Sappho está apaixonada. O dia do seu casamento com Gavin marca o início de uma nova vida, na qual tudo parece finalmente fazer sentido. Mas a feliz noiva não tinha contado com Isobel, a filha de Gavin… Aos olhos de todos, Isobel é uma rapariga encantadora que acolhe a sua nova madrasta de braços abertos. Porém, há algo que as alegres fotografias de família e a fachada impecável da sua casa não revelam. Algo com consequências imprevisíveis.

A madrasta malvada é uma figura clássica da literatura. De Cinderela a Hamlet, ela é retratada como uma manipuladora maquiavélica decidida a anular os filhos do marido. Mas a realidade nunca é assim tão simples. Com a ternura e a perspicácia que fizeram de Fay Weldon uma das mais queridas autoras do público inglês, O Diário da Madrasta é um romance perturbador e notável sobre a vida familiar contemporânea. Um verdadeiro conto de fadas dos tempos modernos.

Sappho conviveu com Isolde e Gavin Garner durante anos e anos. Isolde descobre que tem cancro e acaba por falecer.
Sappho afasta - se da família e consegue ser escritora. Mas alguns anos mais tarde, reencontra Gavin e, após um curto namoro, casa - se com ele, que tem dois filhos — Arthur e Isobel, de quem Sappho cuidou quando eram pequenos.

Isobel parece uma menina doce e Sappho faz de tudo para  amar e ser amada pela nova enteada. Mas o que ela pensava que iria ser uma tarefa fácil, transforma - se num pesadelo.

Sem ter a quem recorrer para desabafar, visto que nem o próprio marido acredita nela, Sappho acaba escrevendo um diário (que pondera publicar como um romance) e aparece grávida à porta da mãe, Emily, uma psicoterapeuta freudiana, pedindo - lhe que o guarde e deixando claro que não quer que ninguém o leia.
Ora... o que era claro para Sappho obviamente não era claro para Emily e, contra os desejos da filha, Emily lê - o de uma ponta à outra, parando para dar a sua opinião. E é aqui que começa O Diário da Madrasta.

Sobre o livro, tenho a dizer que adorei a história.
Devido a todas as intervenções de Emily, visto que é psicoterapeuta, a escrita tornou - se um bocadinho pesada a meu ver, por isso fui intercalando a leitura de O Diário da Madrasta com outros livros mais leves (Harry Potter e a Câmara dos Segredos foi um dos que eu li).

Sobre as personagens... penso que nunca odiei tanto uma personagem como odiei a Isobel (enteada de Sappho), o Gavin (marido de Sappho) e a Gwen (mãe da falecida esposa de Gavin).

Eu sei que as crianças podem ser más, mas a Isobel é ainda pior que má.
Deve ser um inferno autêntico viver com uma miúda assim! Ela tem uma obsessão sem limites pelo pai e é tão manipuladora, com aquele arzinho aparentemente inocente...

O Gavin... ai o Gavin... gostava tanto dele... depois apercebi - me que era um aproveitadorzéco. Na minha opinião, ele andava era a aproveitar - se do dinheiro e da fama da mulher.
E mais... quem é que paga a renda do apartamento da mãe da falecida esposa com o dinheiro da atual esposa?
Ele é completamente manipulado pela filha, Isobel... mesmo depois de saber de tudo, continuou a defendê - la e continuou a não acreditar na Sappho.
Não acreditam o quanto me revoltei. Dei por mim sentada na sala com os meus pais, a falar com o livro. Eles devem ter pensado que estava louca ahaha

Quanto à Gwen... penso que a neta aprendeu com ela. Aliás, penso que as duas aprenderam uma com a outra.

Confesso que senti imensa pena da Sappho, mas também penso que ela deveria ter posto um fim àquilo tudo desde cedo. Devia ter tomado as rédeas e não se ter deixado levar pelo que Gavin queria ou dizia.

É um livro forte. Não só existem madrastas más, mas também existem enteadas más, dispostas a destruir quem se mete no seu caminho. Isobel não se importava se destruía a felicidade do pai. Queria era que Sappho saísse das suas vidas, podendo assim ter o seu "papá" (como ela o trata) só para si.
Recomendo a leitura!

6 comentários:

  1. Oie
    Não conhecia o livro mas já me interessou haha :)
    '' É um livro forte. Não só existem madrastas más, mas também existem enteadas más '' Me deixou refletindo bastante e fiquei curioso *-*
    Parabéns pela resenha gostei bastante :D
    Beeijos !

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu pensei que ia ser a mesma coisa de sempre, sabe? Aquela história de madrasta má que detesta os filhos do marido e bla bla... mas o livro me surpreendeu muito!
      Beijinhos **

      Eliminar
  2. aaaawn! Seu blog é tão aconchegante <3 Adorei!
    Enquanto a resenha, super gostei, heheheheheh, tbm estou refletindo como o colega acima a respeito da frase KKKKK *U*
    Beijos

    www.tentandoesquecer.com

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Que amor! Obrigada querida <3
      Ainda bem que gostou (: espero ter despertado a curiosidade de vocês eheh
      Beijinhos **

      Eliminar
  3. Uauuu pegaram um tema meio que chiche e redirecionaram para outro lado, já amei só pela mudança!
    Anotado e vou correr atras dele, sabe se no Brasil é o mesmo titulo Miriam?
    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oi Joi! Vi agora no goodreads e o título é o mesmo no Brasil também :)
      Beijinhos **

      Eliminar

 
Layout feito por Adália Sá | Não retire os créditos